Página inicial Vendas do Comércio Varejista de São Paulo registraram queda de 4,5% no primeiro trimestre

Vendas do Comércio Varejista de São Paulo registraram queda de 4,5% no primeiro trimestre

Por Sincomercio de Adamantina clock 17 de junho de 2026

Em cenário de juros elevados e famílias endividadas, atividades que comercializam bens duráveis foram impactadas negativamente

Vendas do Comércio Varejista de São Paulo registraram queda de 4,5% no primeiro trimestre

Cenário de desaceleração se mantém frente a uma conjuntura de juros elevados, inflação em patamar desconfortável e famílias endividadas

As vendas do Comércio varejista paulista atingiram R$ 127,7 bilhões em março, queda de 2,7% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (PCCV), elaborada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) em parceria com a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz/SP). No acumulado do primeiro trimestre, o faturamento real caiu 4,5%, o que representa R$ 16,8 bilhões a menos, mas no acumulado dos últimos 12 meses, ainda apresenta variação positiva de 0,9% [tabela 1]. 

[TABELA 1] 

Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo
Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP

 Segundo a FecomercioSP, a pesquisa indica que os elevados níveis de endividamento das famílias e a restrição do crédito decorrente dos juros altos seguem impactando negativamente o setor varejista. Desse modo, os segmentos que comercializam bens duráveis, cuja compra normalmente depende de financiamento, foram os que registraram as maiores quedas. Contudo, é importante mencionar que o varejo paulista vem de uma base forte de comparação, de maneira que essa desaceleração já era esperada.  

Mesmo com quadro desafiador, Estado registra 2º maior resultado da série

Embora tenha recuado 2,7% em março, o faturamento de R$ 127,7 bilhões foi o segundo maior da história para o mês, indicando que fatores como aumento da renda e desemprego baixo seguem sustentando o consumo. 

Das nove atividades da pesquisa, quatro apresentaram aumento em seu faturamento real: concessionárias de veículos (16,3%); lojas de vestuário, tecidos e calçados (2,5%); lojas de móveis e decoração (2,3%); e farmácias e perfumarias (0,9%). Já as retrações foram observadas nos grupos de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (-22%); materiais de construção (-8,2%); outras atividades (-5,2%); supermercados (-5%); e autopeças e acessórios (-2,4%) [tabela 2]. 

[TABELA 2] 

Faturamento Comércio Varejista — Estado de São Paulo
Fonte: Sefaz-SP/FecomercioSP

Em edições anteriores da pesquisa, a Entidade já alertava para o cenário de desaceleração frente a uma conjuntura de juros elevados, inflação em patamar desconfortável e famílias endividadas, além de uma forte base de comparação, já que o setor atingiu o maior faturamento da história em 2025. A chegada de datas comemorativas, aliada ao aumento da renda e à resiliência do mercado de trabalho, pode trazer um novo fôlego para as vendas nos próximos meses. 

Matéria: Site Fecomercio