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Turismo bate recordes, mas entra no segundo semestre com desafios mais complexos

Por Sincomercio de Adamantina clock 08 de setembro de 2026

‘Carta Setorial’ analisa desaceleração do setor, segurança pública, falta de mão de obra, Turismo internacional e impactos do cenário econômico sobre empresas e consumidores

Turismo bate recordes, mas entra no segundo semestre com desafios mais complexos

O Turismo brasileiro chega à segunda metade do ano sustentando resultados históricos, mas diante de um ambiente que exige cada vez mais atenção de empresários e gestores. No primeiro semestre, o setor faturou R$ 143,1 bilhões, o melhor resultado já registrado para o período, com crescimento de 3,5% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os dados estão na mais recente Carta Setorial de Turismo, publicação mensal do Conselho de Turismo da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que reúne indicadores, análises econômicas e pautas estratégicas para o desenvolvimento do setor. Acesse aqui!

Apesar do recorde, junho registrou crescimento mais moderado (2,1%), com faturamento de R$ 22,4 bilhões. O resultado indica perda gradual de ritmo em um quadro marcado por juros elevados, endividamento familiar, incertezas fiscais e mais seletividade nas decisões de consumo e investimento.

As viagens corporativas seguem em trajetória positiva. No primeiro semestre, os gastos das empresas chegaram a quase R$ 102 bilhões, alta de 5,8%. Ainda assim, o menor ritmo de expansão observado nos últimos meses mostra que companhias estão revendo prioridades e buscando mais eficiência nos deslocamentos.

A edição também amplia o olhar para temas estruturais. Um deles é a segurança pública, que entrou na agenda prioritária do conselho em decorrência dos riscos que a atuação do crime organizado pode representar a empresas, trabalhadores, visitantes e destinos turísticos. A criação de um canal específico de denúncias, uma força-tarefa integrada e o uso de tecnologia e inteligência de dados para prevenção são algumas das propostas.

Outro destaque é o Emprega Turismo, projeto idealizado pela FecomercioSP para combater a escassez de mão de obra e ampliar a formalização. Estudo da Entidade aponta que, dependendo da adesão, a medida poderia gerar entre R$ 3,23 bilhões e R$ 6,47 bilhões por ano em nova arrecadação previdenciária.

No Turismo internacional, o Brasil também acumula recordes: foram 5,26 milhões de visitantes estrangeiros e US$ 5,7 bilhões em gastos no primeiro semestre. O desafio, porém, está no valor gerado por cada visitante. O gasto médio real caiu cerca de 6% desde 2018, reforçando a necessidade de atrair públicos de maior permanência e maior poder de consumo.

A Carta de agosto traz ainda análise sobre a conjuntura econômica, a aproximação entre a FecomercioSP e a Secretaria Municipal de Turismo de São Paulo (SMTur), a presença do conselho em eventos estratégicos do setor e artigo de Guilherme Dietze sobre as lições que o caso Casas Bahia oferece às empresas de Turismo em temas como fluxo de caixa, crédito e transformação digital.

Acesse a Carta Setorial de Turismo de agosto de 2026 e confira análises, dados e propostas que ajudam a entender os principais desafios e oportunidades do setor.

Matéria: Site Fecomercio