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Vietnã tem mercado inexplorado pelo brasileiro, mas cheio de oportunidades

Por Sincomercio de Adamantina clock 21 de julho de 2026

FecomercioSP e Câmara Brasil–Vietnã debatem estratégias de internacionalização, feira multissetorial e aproximação institucional

A pouco mais de um mês de conduzir uma missão empresarial ao Vietnã, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil–Vietnã se reuniu com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) para somar esforços e ampliar o acesso de pequenos e médios empresários ao mercado asiático. O encontro ocorreu no dia 14 de julho, na sede da Federação.

Presidente da Câmara, Victor Key resumiu o potencial ainda pouco explorado entre os dois países. “Não é difícil pegar uma peça de roupa, olhar a etiqueta e ler ‘Vietnã’. É a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas: tênis e roupa. Mas há uma porção de outros produtos que o empresário brasileiro ainda não conhece”, disse. Segundo ele, o principal obstáculo não é logístico, mas cultural, pois há um grande receio de se negociar com um mercado distante e pouco explorado aqui.

Key comparou o cenário atual ao da China há duas décadas. “Há 25 anos, quem fazia negócio com a China tinha medo. Hoje, não tem mais. O Vietnã ainda carrega um pouco disso, mas, para o empresário, é um lugar de oportunidades”, afirmou. Vencer esse receio, na sua avaliação, é o primeiro passo para fortalecer o intercâmbio comercial.

É com esse objetivo que a câmara conduzirá uma missão empresarial àquele país entre 31 de agosto e 9 de setembro, na cidade de Ho Chi Minh. O grupo participará de uma feira multissetorial realizada com apoio do Ministério da Indústria e Comércio local.

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil–Vietnã, Victor Key, ao lado da assessora da Câmara, Maria Helena Afonso 

A assessora da Câmara, Maria Helena Afonso, reforçou que o interesse da entidade é aproximar o empresário brasileiro de oportunidades ainda pouco conhecidas no país asiático nos setores de vestuário, decoração, alimentos e bebidas e utensílios domésticos. Contudo, o apoio ministerial abre portas mesmo para setores fora do escopo do evento. “A feira não é de pescados, mas, graças a esse apoio, conseguimos fazer o matchmaking e organizar as visitas técnicas às plantas, por exemplo”, complementou Key.

A FecomercioSP vê na aproximação com a câmara uma forma de abrir caminho ao empresariado paulista, principalmente os pequenos negócios do interior, que ainda têm dificuldades técnica e logística para se internacionalizarem. A Federação foi representada pelo presidente do Conselho de Relações Internacionais e vice-presidente da Entidade, Rubens Medrano, e pelos assessores Natália Tafarello e Douglas Dias.

Medrano esclareceu que a FecomercioSP tem intensificado a difusão da cultura do comércio exterior entre setores que ainda operem só no mercado interno. “Muitos dos nossos Sindicatos já estão familiarizados com esse universo; outros, nem tanto. O que tentamos é levar, aos poucos, o comércio internacional a essas entidades”, disse. Ele ressaltou que o trabalho envolve todo o ecossistema de empresas, despachantes e armazéns que possam se beneficiar.

Natália enfatizou que a Fecomercio Internacional, por sua vez, atua para apoiar empresas brasileiras que queiram buscar mercados no exterior e receber empresas estrangeiras interessadas em entrar no Brasil, conectando-as a potenciais parceiros. “Se um empresário nos procura querendo exportar, temos total interesse em ajudá-lo e usar as conexões que temos para fazer o negócio acontecer”, afirmou. Ela lembrou que a Federação já mantém contato frequente com câmaras, escritórios comerciais e consultores em países como Portugal, Polônia e Chile. A aproximação com a Câmara Brasil–Vietnã se soma a esse esforço.

Ao fim, o Conselho de Relações Internacionais convidou a câmara comercial a apresentar as oportunidades daquele mercado em uma das reuniões do colegiado.

Matéria: Site Fecomercio