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7 de fevereiro de 2019

Dia da Internet Segura 2019: confira dicas para navegar com segurança


Para celebrar o Dia da Internet Segura no Brasil, o blog preparou um guia com as principais recomendações para quem busca navegar na web sem riscos.

Na terça-feira (5) foi celebrado mundialmente o Dia da Internet Segura (“Safer Internet Day”). No Brasil a campanha é divulgada pela SaferNet Brasil, organização que há 15 anos atua em iniciativas para promover campanhas educativas sobre o uso consciente da rede, liberdades online, privacidade, cidadania digital e combate à pornografia infantil.

Novas ações são iniciadas todos os anos devido ao aumento de casos de ódio na internet — cyberbullying, pornografia de vingança, fraudes digitais e o compartilhamento de conteúdo violento. É possível denunciar abusos no site da instituição, além de baixar cartilhas educativas que podem ser usadas como material de apoio pelos educadores.

Para celebrar o Dia da Internet Segura no Brasil, o blog preparou um guia com as principais recomendações para quem busca navegar na web sem riscos:

Phishing e golpes pelo WhatsApp

O roubo de dados pessoais tem sido uma prática recorrente, que afeta milhares de internautas. A técnica é praticamente a mesma, o que muda é o enredo usado para enganar as vitimas.

A recomendação geral é a de que empresa alguma realiza campanha pela internet que obrigue o participante a compartilhar a sua agenda de contatos e também a enviar a mensagem da promoção para uma quantidade determinada de amigos.

Evite clicar sobre links desconhecidos recebidos em aplicativos de troca de mensagens. É preciso redobrar a atenção ao informar os dados de login de redes sociais e contas em lojas de aplicativos, pois os golpistas criam páginas idênticas às originais, para enganar o usuários e roubar os dados de acesso.

Fraudes digitais

Para usufruir com segurança das facilidades encontradas em usar o celular, por exemplo, para realizar compras online. É preciso adotar algumas medidas:

  • Evite acessar internet banking usando redes de acesso à internet públicas;
  • Só informe dados pessoais a sites conhecidos;
  • Desconfie de preços de produtos oferecidos com um valor muito abaixo do mercado. Se o site de comércio eletrônico é novo, procure verificar se existe uma empresa registrada e ativa na receita federal por meio da consulta de CNPJ. Antes de finalizar a compra, verifique se existe algum contato de atendimento ao consumidor;
  • Em transações que envolverem o uso do cartão de crédito, o endereço do site deverá ser acessado usando o protocolo “https”, além das referências mencionadas acima.

Habilite a autenticação de dois fatores

Todas as contas de e-mail em serviços online permitem a habilitação de uma segurança adicional para proteger a conta dos seus usuários.

Esse recurso obriga a informação de um número gerado aleatoriamente, que muda a cada minuto, além dos dados de login. Isso impede que pessoas não autorizadas que saibam a senha do usuário consigam conectar com sucesso nesses serviços. O blog já mostrou em detalhes como habilitar a autenticação em dois fatores.

Vazamento de nudes

É cada vez mais comum a produção pessoal de fotos e vídeos eróticos. Essa prática envolve um alto risco de o material ser exposto na internet.

Existem algumas recomendações que podem diminuir o risco dessa exposição:

  • Proteja o smartphone com senha.
  • Evite armazenar o conteúdo íntimo no cartão de memória.
  • Ao fazer o registro, evite enquadrar o rosto dos participantes.
  • Evite se expor a desconhecidos na web cam ou transmissões ao vivo. As imagens apresentadas na tela podem ser salvas através de captura de tela e posteriormente compartilhadas na internet.
  • Quando for preciso realizar qualquer tipo de manutenção do computador ou smartphone, certifique-se que o material íntimo foi removido e que senhas salvas tenham sido apagadas.

A pornografia de vingança é uma prática recorrente. Nesse caso não há como prever se o parceiro ou parceira não utilizará de má fé os registros íntimos. E por mais que haja cuidados, o fator humano é decisivo para comprometer a segurança dos arquivos.

Vale salientar que a disseminação de materiais com teor sexual sem o consentimento das pessoas envolvidas é crime. O ato pode ser encarado como difamação (imputar fato ofensivo à reputação) ou injúria (ofender a dignidade ou decoro), segundo Código Penal.

Divulgação de fotos ou de crianças ou adolescentes em situação de sexo explícito ou pornográfica são qualificadas como graves segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O crime é punido com pena de 3 a 6 anos de reclusão mais multa.

Não compartilhe fotos e vídeos de pornografia ou violência

O compartilhamento de fotos e vídeos íntimos tem se tornado cada vez mais frequente, principalmente em grupos de redes sociais e WhatsApp. Boa parte desse material é divulgado sem o consentimento de pelo menos uma das partes envolvidas.

Essa prática é ilegal de acordo com a legislação de Crimes na Internet. Também é preciso levar em consideração as consequências que a exposição vexatória pode causar. Em caso de vídeos de brigas, a repercussão pode incentivar a incidentes ainda mais violentos a ganhar protagonismo nas redes sociais.

Acompanhe a vida digital das crianças

É cada vez mais precoce o ingresso de crianças nas redes sociais, mesmo que na maioria dos casos a idade mínima de 13 anos não seja respeitada. Não é recomendável simplesmente proibir o acesso à internet, pois sempre haverá formas de burlar eventuais mecanismos de restrição de acesso.

Por essa razão, é apropriado verificar se todos os contatos são mesmo crianças, assim como saber mais detalhes sobre o amiguinho ou amiguinha. E principalmente manter um diálogo franco sobre o assunto.

Evitar o excesso de exposição por meio de fotos, vídeos ou postagens que possam dar indicações precisas da localização, hábitos, e lugares que são frequentados com assiduidade. Serviços que compartilham a localização devem ser evitados ou usados com extrema cautela pelas crianças;

Menores de 13 anos não podem ter perfis em boa parte das redes sociais, devido a uma lei federal dos Estados Unidos — o Ato de Proteção à Privacidade Online Infantil, ou COPPA. Por isso, é extremamente recomendável verificar se os menores da idade permitida estão usando informações falsas. Lembre-se: a educação começa em pequenas atitudes.

Evite compartilhar boatos

Com a produção independente de conteúdo para internet, a eventual monetização através de anúncios acaba servindo como estímulo a muitos sites publicarem informações não verificadas apenas para atrair a atenção de leitores.

Em alguns casos, o compartilhamento de boatos pode causar constrangimentos, e incitar a violência. O G1 possuí um serviço de checagem de conteúdos suspeitos chamado Fato ou Fake para auxiliar o leitor.

Mantenha o sistema operacional atualizado

Os sistemas operacionais Windows, Mac OS X e Linux podem estar vulneráveis, e ter as suas falhas exploradas por hackers ou algum tipo de praga virtual. O ideal é sempre que possível instalar as atualizações disponibilizadas pelos desenvolvedores do sistema. O mesmo se aplica para dispositivos móveis.

Ofensas pela internet

A falsa sensação de privacidade na internet serve para motivar pessoas a criarem perfis falsos para o compartilhamento de ofensas pela rede — em alguns casos as ofensas são publicadas nos próprios perfis pessoais. Esse tipo de conduta pode ter implicações sérias.

Quando isso acontece, a vítima pode buscar ajuda com as autoridades. O blog já apresentou um guia completo sobre como agir em casos de ofensa na internet.

Use uma ferramenta de segurança no PC

Os usuários dos sistemas operacionais Windows e Android são os principais alvos de pragas virtuais.

Para evitar problemas no PC o ideal é instalar um antivírus, e principalmente mantê-lo atualizado. Nos dispositivos móveis, é recomendável instalar apenas aplicativos disponibilizados na Google Play. Em caso de roubo, programas como o Prey Project permitem localizar smartphones, tablets e computadores perdidos.

Instale apenas programas de fontes confiáveis

Existem milhares de programas disponíveis para download na internet, porém boa parte deles podem vir acrescidos de programas complementares que comprometem a estabilidade do sistema operacional, ou roubar informações do usuário. E por esse motivo, é recomendado evitar baixar programas de sites desconhecidos.

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